A cantora e compositora Maria Gadú será a responsável pelo encerramento da terceira edição da FLIRECÊ – Feira Literária de Irecê, que acontece entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, na Praça Chico Mendes. O show gratuito está marcado para a noite do sábado (2), último dia do evento, coroando uma programação marcada por literatura, artes e provocações em torno do poder da leitura como ato político e transformador. A data marca, ainda, os 99 anos da cidade.
Com o tema “Meia leitura não basta”, a FLIRECÊ 2025 reafirma seu lugar como um dos maiores encontros culturais do interior da Bahia. Inspirada na obra “Meia palavra basta”, de Chico Bosco, e em reflexões de Fernando Pessoa, a feira propõe uma leitura expandida e não acomodada, capaz de tensionar os limites entre o que é lido e o que se vive.
Durante três dias, a cidade de Irecê se tornará capital baiana da leitura, com atividades que se espalham pela Praça Chico Mendes (Requintes). A programação inclui mesas temáticas, oficinas, lançamentos de livros, performances, teatro, cortejos literários, exposições, rodas de conversa e leitura dramatizada, reunindo estudantes, professores, escritores, artistas e agentes culturais de toda a região.
A FLIRECÊ é resultado de uma articulação potente entre o Núcleo Territorial de Educação de Irecê (NTE 01), a Representação Territorial de Cultura, as Secretarias Municipais de Educação e Cultura, escolas estaduais, universidades, os programas Bahia Sem Fome e Leve e Leia, além do grupo de pesquisa FEP/UFBA. A curadoria do evento é coletiva e democrática, e conta com participação ativa de lideranças estudantis, que constroem a programação desde as pré-feiras realizadas nas escolas. A Prefeitura Municipal é uma apoiadora do evento.
Este ano, o conceito de leitura é alargado: da palavra impressa ao gesto, do cordel ao grafite, da tradição oral às novas tecnologias. A ideia é transformar a cidade em território de múltiplas leituras, onde tudo pode ser lido, reinterpretado e ressignificado.
A feira também abre espaço para autores e autoras do território de Irecê, com lançamentos, relançamentos e conversas literárias conduzidas por escritores locais e baianos. Editoras como EDUFBA, EDUNEB, Corrupio e Mondrongo estão entre as convidadas para integrar o espaço e fomentar o mercado editorial no interior do estado.
A estrutura da FLIRECÊ conta com acessibilidade garantida. Intérpretes de Libras, monitores capacitados e infraestrutura adaptada estão entre os recursos mobilizados para receber todos os públicos. O evento também reafirma seu compromisso social ao integrar o Bahia Sem Fome. Quem levar alimentos poderá trocá-los por livros, num gesto que une leitura e solidariedade.

