Com forte presença da sociedade civil e representantes do poder público, a cidade de Irecê sediou, nesta segunda-feira (21), a 1ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Prefeitura de Irecê e apoio do Governo do Estado da Bahia, teve como tema central “Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Social” e aconteceu no Teatro Ataídes Ribeiro.
A conferência marcou um passo importante para o município na construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento do racismo estrutural e à promoção da equidade racial. Durante todo o dia, os participantes debateram os três eixos propostos (Democracia, Justiça Racial e Reparação), com foco na formulação de propostas que serão levadas à 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CONAPIR).
Para Arnobson Santos, coordenador municipal da Política de Promoção da Igualdade Racial, a realização da conferência consolida um avanço no diálogo entre o poder público e a população. “Uma data histórica onde a gente reúne Poder Público e Sociedade Civil para debater pautas tão importantes para o povo negro, que representa 80% da população do estado da Bahia. Estamos falando sobre democracia, justiça racial, acesso às políticas públicas e também sobre reparação. Irecê está dando um exemplo importante para o território, para a Bahia, trazendo essa discussão com seriedade”, afirmou.
A secretária de Educação de Irecê, Andreia Rodrigues, também destacou a relevância do evento. “É um prazer muito grande para a educação de Irecê trazer essa primeira conferência. Estamos fortalecendo o direito à igualdade racial. Discutir igualdade racial como um direito é essencial para o município”, pontuou.
Ao longo da conferência, os grupos de trabalho reuniram participantes de diferentes perfis para discutir propostas de políticas públicas e eleger delegadas e delegados que representarão Irecê na etapa estadual. A diversidade dos inscritos foi garantida por critérios de paridade, proporcionalidade e pluralidade.
A educadora Ana Paula Ferreira, que participou da conferência, avaliou positivamente a mobilização. “Foi um espaço onde a gente se sentiu ouvida. A troca de experiências foi enriquecedora e nos fortalece para seguir lutando por mais justiça social”, disse.
Já o estudante Ewerton Silva destacou a importância de participar do processo: “Nunca tinha participado de uma conferência antes. Saio daqui com mais consciência do meu papel na sociedade e da importância de políticas públicas que contemplem a nossa realidade”.

